olá!

depois do turbilhão do primeiro semestre deste ano, contado na edição #50 da referência sobre “movimento”, volto com uma reflexão sobre o quanto eu fico mais [ou menos] satisfeita com o formato dos trabalhos em que eu me meto ao longo de diferentes períodos da minha vida e espero que este relato lhe ajude a refletir por aí também.

com a periodicidade desta news oficialmente estendida em intervalos mensais, tive a oportunidade de receber diversos feedbacks de amigas próximas e pessoas leitoras que eu [ainda] não conheço, sobre como estes pensamentos escritos ecoam também em suas carreiras. isso me deixou extremamente satisfeita e me ajudou a compreender que este tempo entre as edições se tornou bem importante para maturar os assuntos.

um destes temas que tem sido martelado por aqui ultimamente é o nosso formato de atuação no mercado de trabalho:

fico pensando se há uma tipologia ideal de formato de trabalho para cada indivíduo ou se ele deveria ser maleável de acordo com as nossas ambições do momento? gosto da aparente estabilidade de um concursado, dos aparentes benefícios de um celetista e da aparente flexibilidade de um autônomo, mas tenho me convencido que um combo com todas as opções é o ideal para um mercado que se apresenta mais instável a cada dia.

nos últimos anos acumulei funções que me permitem uma fração desses itens descritos e isso me deixa mais feliz no tipo de exercício que escolhi (e só esse “escolhi” já daria uma news à parte), mas sei que esta não é a realidade da maioria dos meus colegas. alguns por opção, outros por falta oportunidade e também há aqueles que nunca tinham pensado no assunto e foram trabalhando por osmose ao longo da vida, simplesmente porque é o que tinha que ser feito.

fonte: giphy.

para mim, a questão é que quando decidi parar para pensar sobre o assunto, percebi que o que me fazia infeliz no passado não eram os lugares em que eu trabalhava, mas sim o formato de trabalho a que eu estava submetida e que me obrigava por regras institucionais a estar vinculada à um horário que não fazia sentido para a minha produtividade, a atividades que poderiam ser muito melhor desempenhadas se eu tivesse autonomia no processo ou mesmo na gestão das escolhas de onde e quando empreender a minha competência que eu demorei tanto tempo para adquirir.

sei de pessoas que conseguem fazer isso e são felizes em empregos públicos e outras que não estão sabendo lidar com a estrutura travada que permite indivíduos acomodados e despreparados a estarem em cargos de liderança. de outras que se veem infelizes em empregos privados, mesmo que com ótimas remunerações para a categoria, porque enfrentam situações paralisantes de desmotivação da equipe. a questão que fica é como encontrar o equilíbrio sozinho sem cair em papinho de coach picareta?

por aqui, também tenho sobrecarga e estou em busca deste pote dourado no fim do “arcoiro” (essa foi só pra quem tem referência), mas preciso pagar conta enquanto isso. então, tem dia que sou empresária, outro empreendedora, bibliotecária, gestora de projeto, diagramadora, normalizadora, conteudista, orientadora, professora… e tem dia que eu só quero que ele acabe antes de quem ficar acabada sou eu.

para cada uma dessas funções que descrevi existe um tipo de contrato, um exercício diferente, um formato de trabalho que precisa ser ajustado de acordo com as especificidades do serviço e eu faço um esforço enorme em perceber em todas elas o que faz ou não sentido para mim, naquele momento de vida – e para os curiosos de plantão, no momento, a professora é prioridade 😉

você também pensa nisso? responde essa mensagem e me conta se já tinha pensado nesse assunto ou vai começar a refletir agora sobre essas questões 😉

e pra você que leu até aqui e acompanha meu trabalho eu deixo um spoiler: a próxima news virá com um convite para participar de um evento sobre gestão de carreira, onde eu falarei de maneira mais aprofundada sobre este tema 👀

até a próxima!


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