olá!
no último dia 12 de março foi comemorado, no brasil, o dia da pessoa bibliotecária, e em decorrência dessa data diversas instituições, de bibliotecas a escolas, estão realizando um extenso calendário de eventos comemorativos com palestras, workshops, festas e muita informação para os profissionais da área e seus convidados.

semana passada foi a mais crítica em atividades por abranger o próprio dia, marcado em homenagem ao nascimento do célebre bibliotecário manuel bastos tigre, em 1882 (se quiser saber mais sobre a história dessa data confira o post da bibliohub no instagram) e um tema especificamente me chamou atenção: a aplicação ética em diversos aspectos da nossa profissão.
minha seleção de participação foi:
- na segunda-feira, ouvir o podcast “ricardo patah debate com a presidenta do sinbiesb vera l. stefanov” da tvcomerciarios;
- na terça-feira, participar do workshop “inteligência artificial e academia: parceria promissora ou desafio ético?” promovido pela febab;
- na quarta-feira, assistir à palestra “fake news: uma questão ética“, promovida pelo centro mariantonia da usp;
- na quinta-feira, assistir à aula aberta “mulheres e(m) arquivos“, promovida pela pós-graduação em gestão arquivística da fespsp; e
- na sexta-feira, assistir ao debate “patrimônio e memória: desafios do século XXI” promovido pelo crb-8.
* e hoje (17/03/2025) teve ainda a live “ética e colecionismo em museus: como democratizar o acesso a acervos físicos e digitais”, pela tríade.
não sei se você percebeu, mas diversos desses e outros eventos trouxeram a ética como tema, ora explícito em seu título, ora mencionado nas entrelinhas, por se tratar do exercício profissional, de representatividade ou de integração das novas tecnologias em nosso trabalho – eu percebi, pois sou professora de “ética e cidadania organizacional”, e acho importante destacar esse assunto.
em linhas gerais, quando tratamos de ética, estamos nos referindo a um contexto coletivo, enquanto a moral reside em um âmbito mais particular. desta forma, devemos compreender que as discussões éticas sobre como exercemos a nossa profissão perpassam os nossos valores individuais e como os externalizamos no ambiente de trabalho.
pensar o uso de novas tecnologias no contexto biblioteconômico sempre foi um paradigma ético por se tratar da relação humano-máquina e dos limites desejáveis e aceitáveis para a sua implantação em um aparelho sócio-educacional. porém, o avanço exponencial no desenvolvimento das inteligências generativas tem acalorado esse debate por colocar em xeque a fidedignidade das informações reportadas por uma ferramenta artificial.
se no passado discutíamos como os novos instrumentos de representação descritiva, como o rda, seriam utilizados por nós, agora lidamos com aplicativos programados para fazer a catalogação em nosso lugar, uma vez que a parametrização de inteligências artificiais voltadas a essa finalidade poderiam buscar e tratar as informações desejadas para a nossa mera conferência, ao final do processo e em uma participação intermitente.
logo, a discussão do que é moralmente aceito aparece [e defensores de todo o tipo de opinião acalorada também], manifestando diferentes pontos de vista do mesmo processo em pleno desenvolvimento. agora prestenção:
o que é importante analisarmos nas discussões éticas do fazer bibliotecário (assim como em outras ocupações) é que há perspectivas contrastantes e compreender os diferentes âmbitos da questão, pontuando o legal (do ponto de vista legislativo mesmo) e o real sempre será o caminho mais curto para o entendimento e a melhoria das nossas atividades profissionais.
ao participarmos de eventos como os que estão acontecendo neste mês comemorativo e ouvirmos de colegas que estão pensando sobre a aplicação de um ponto em comum nas suas realidades (que são distintas), ficamos preparados a também receber essas novidades que logo estarão aí, para todos nós.
e a ética, apesar de ser um conceito que remonta aos filósofos da grécia antiga, deve ser apreciada como uma amiga que caminha com as sociedades em transformação através de seus indivíduos, carregando a cultura em constante mudança através dos tempos.
agora, me conta se você também participou de algum destes eventos ou se foi em outros, e qual a sua perspectiva profissional a partir da discussão realizada? vou adorar saber! 🙂
até a próxima!
tem muita coisa sendo pensada com cuidado e carinho deste lado da tela… vamos com calma, com qualidade (e saúde mental rs), no nosso ritmo, com o desejo de criar uma comunidade e desenvolver o pensamento empreendedor na pessoa bibliotecária.

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