olá!

aqui estou eu depois de uma pausa na nossa newsletter. semana passada não teve conversa porque às vezes precisamos ficar quietos para colocar as ideias em ordem e exatamente por alguém não ter feito isso eu passei por uma situação chatíssima que me deixou o puro suco daquele meme “xoxa, capenga, manca, anêmica, frágil e inconsistente”… leu com a voz da renata vasconcelos né?!

fonte: UFOP.

precisei de um tempo para digerir a situação, mas acho importante falar sobre isso com as pessoas, principalmente colegas de profissão. então, lá vai!

recentemente me aconteceu algo bem chato, mas que me fez refletir sobre um aspecto muito importante da nossa vida profissional: a comunicação. estava prestando um atendimento de rotina a um cliente e, por uma insatisfação de uma dentre tantas pessoas já atendidas, fui engolida em um vórtex de arrebatamento e comunicação equivocada (pra dizer o mínimo).

neste tipo de situação, a gravina de antigamente teria arrumado uma briga enorme… afinal, ninguém tem o direito de nos maltratar. mas, a gravina de hoje já leu alguma coisa sobre comunicação não-violenta e tentou focar na resolução e não no problema, estabelecendo uma conversa respeitosa com alguém que parecia não merecer.

estou orgulhosa de ter conseguido? sim. mas, também estou péssima por ter recebido uma carga completamente enviesada de raiva, equívoco, ego, insatisfação e desequilíbrio emocional alheio e que eu certamente não merecia. minha vontade foi (e ainda é) de mostrar para a pessoa um rol todo elaborado de xingamentos que se passaram pela minha cabeça no banho em conversa comigo mesma horas depois do ocorrido, mas ainda estou tentando ser melhor do que isso.

esse processo de “saber se comunicar” é doloroso e nada óbvio. a gente pensa que sabe conversar, só que nos esquecemos da carga emocional pessoal que carregamos conosco e soltamos quando não somos atendidos prontamente conforme idealizado.

é frustrante saber que não está errado, mas ter de assumir um erro para resolver uma questão da melhor forma possível… e aqui já deixo uma pergunta crucial: qual é a melhor forma nos comunicarmos em um ambiente profissional?

  • educação é sempre bem-vinda, independente do âmbito em que estamos;
  • empatia é especialmente solicitada quando realizamos atendimento ao público;
  • compreensão é a chave para aceitar o que já aconteceu;
  • escuta ativa nos tira do ponto focal, porque afinal o mundo não gira ao nosso redor;
  • e responsabilidade pelo o que dizemos e como isso impacta a vida do outro.

estou a dias relendo trechos do livro do marshall rosenberg (que indicarei a referência completa logo abaixo na ref da semana), como se fosse um guia que validasse a maneira como agi ou me apresentasse um script de como proceder com esse sentimento ruim que ficou depois do ocorrido. não tem mágica! temos de aceitar o que nos atravessou de ruim e deixar ir embora porque não se trata da gente.

fonte: amazon.

depois de tudo isso, me sinto bem por ter entendido como a coisa da comunicação não-violenta funciona e ter dado o primeiro passo, mas sei que ainda há muito para colocar em prática. deu vontade de reler o livro todo, levar isso para o biblioencontro e até produzir um conteúdo mais aprofundado sobre o tema. acho que seria uma forma de terapia em grupo não assistida extra oficial (rs), só para extravasarmos esses sentimentos ruins de quando estamos aprendendo algo e caímos um milhão de vezes no percurso.

o mundo é injusto, mas a gente ainda pode rir disso comendo um bolinho com os amigos né? se você já passou por uma situação de injustiça que conseguiu converter, mas ficou com um nó na garganta me conta respondendo a este e-mail? eu adoraria saber que não estou sozinha nessa empreitada 🤗


🧩 ref da semana

livro: comunicação não-violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais

autor: Marshall B. Rosenberg

editora: ágora

sinopse: em um mundo violento, cheio de preconceitos e mal-entendidos, buscamos ansiosamente soluções. pois a boa comunicação é uma das armas mais poderosas econômicas e de fácil aplicação. grande parte dos problemas entre casais, pais e filhos, empregados e empregadores, vizinhos, políticos e governantes pode ser amenizada e frequentemente evitada penas com… palavras. saber ouvir o que de fato está sendo dito pelo outro e expressar o que de fato queremos dizer, embora pareça tarefa simples, é das mais difíceis. usando sua experiência como psicólogo clínico e criador do método da comunicação não-violenta, marshall rosenberg ensina o leitor a: se libertar dos condicionamentos e dos efeitos de experiências passadas; transformar padrões de pensamento que conduzem a discussões, raiva e depressão; resolver seus conflitos com os outros pacificamente; criar relacionamentos interpessoais baseados em respeito mútuo, compaixão e cooperação.


tem muita coisa sendo pensada com cuidado e carinho desse lado da tela… vamos com calma, com qualidade (e saúde mental rs) no nosso ritmo, com o desejo de criar uma comunidade e desenvolver o pensamento empreendedor na pessoa bibliotecária.

até a próxima!

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