olá!

ultimamente tenho acompanhado bastante o assunto do desenvolvimento das tecnologias generativas no mercado de trabalho e especialmente na ciência da informação, por conta do impacto que causará na atuação profissional dos bibliotecários (onde me incluo).

confesso que sou uma pessoa mais analógica do que digital, mas o acompanhamento e a manutenção das competências que envolvem nossas ferramentas operacionais são essenciais para nos manter atuantes no mercado de trabalho, e não se atentar a isso é um erro tal qual o daquelas marcas famosas que eram gigantes e ficaram para trás porque não atualizaram as suas tecnologias.

outro motivo pelo qual tenho me atentado a este tema é o intuito de melhorar as discussões em sala de aula, nas disciplinas que ministro no curso técnico em biblioteconomia, onde as inteligências artificiais são assunto recorrente [e acalorado] por parte dos alunos.

fonte: memedroid.

muitos deles utilizam as ias em seu dia a dia, uma vez que ela está nos aplicativos que mais usamos. contudo, eles não conseguem imaginar como seria o seu uso ferramental nas unidades de informação que atuam ou que pretendem atuar a partir de suas formações; assim como muitos de nós, profissionais já formados, independentemente do grau de instrução, apresentam essa dificuldade, ou seja, imaginar como será o futuro de nossos serviços neste novo paradigma.

tudo isso para dizer que tenho procurado me informar e, embora eu não queira lhe impor uma regra, recomendaria fortemente que também o fizesse, já que não temos como fugir desta nova realidade. foi assim com os catálogos em rede, com os sistemas integrados, com os bancos de dados em nuvem e o será com a inteligência artificial, dentre tantos outros exemplos que nos rodeiam.

assisti a palestras, ouvi podcasts e participei de um workshop sobre o tema, ainda em discussão, para a sua regulamentação. há muita gente envolvida nesse exercício, mas acredito que nos falta um pouco mais de participação e engajamento ao que realmente importa na biblioteconomia.

de qualquer forma, o que chamou a minha atenção e que gostaria de dividir com você é o meu entendimento de que o cerne da questão está na alimentação dessas ias com informações fidedignas e de qualidade, geralmente presentes em acervos de bibliotecas, arquivos e museus, sem ultrapassar os trâmites legais de direitos autorais. mas, ops! isso já foi feito, diga-se de passagem…

fonte: the atlantic, traduzido.

» clique aqui para ler o artigo na íntegra 😉

se olharmos somente para o resultado desse tipo de interação, tendemos a acreditar que está tudo bem, afinal, a qualidade das informações e devolutivas oferecidas pelas ias melhorará exponencialmente. mas, se pensarmos que mesmo citando as fontes, elas estão se apropriando de um conteúdo produzido por terceiros sem a devida autorização [e pagamento], adentramos num problema ético gigantesco.

“[…] os chatbots de ia generativa são apresentados como oráculos que ‘aprenderam’ com seus dados de treinamento e muitas vezes não citam fontes (ou citam fontes imaginárias). isso descontextualiza o conhecimento, impede que os humanos colaborem e torna mais difícil para escritores e pesquisadores construir uma reputação e se envolver em um debate intelectual saudável (reisner, 2025)”.

agora reflita comigo: se as ias aprendem conosco e muitos de nós acham que já aprenderam o suficiente finalizando uma graduação, o que será do desenvolvimento destas comunicações que atingirão as massas e mudarão as nossas formas de pensar e interagir num futuro não tão distante?

monique evelle [se você não conhece ela ainda tá perdendo insights riquíssimos sobre o mercado de trabalho] disse, em sua newsletter da semana passada, sobre “como não perder seu emprego para inteligência artificial” e, dentre os três passos para se blindar da obsolescência profissional, citou a MENTALIDADE DO APRENDIZ.

já mencionamos tanto o aprendizado contínuo por aqui, mas nunca é demais lembrar estes pontos-chave: 1. atentar-se o tempo todo para entender quais mudanças estão acontecendo ao nosso redor, 2. notar quem são as pessoas que nos inspiram a passar por elas, e 3. perceber quais competências elas estão desenvolvendo para isso!

voltaremos a este assunto para aprofundá-lo da maneira que ele merece, mas por enquanto o que você acha disso tudo? compartilha a sua reflexão comigo 😉

até a próxima!


tem muita coisa sendo pensada com cuidado e carinho deste lado da tela… vamos com calma, com qualidade (e saúde mental rs), no nosso ritmo, com o desejo de criar uma comunidade e desenvolver o pensamento empreendedor na pessoa bibliotecária.

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