olá!
ultimamente tenho estado envolta em uma decisão profissional importante, que me exigiu avaliar cuidadosamente os prós e contras para mim neste momento e decidir com responsabilidade a resposta que daria sobre meu envolvimento nesta nova atividade.
decidi que queria este desafio e me comprometi a participar de algo (logo contarei o que é pra vocês 😉), mas analisando o histórico desta atividade e a maneira geral como a nossa classe bibliotecária a entende, fiquei surpresa que as outras pessoas tivessem um senso de participação bem distinto do meu e acho interessante falarmos sobre isso.
somos seres diferentes. pensamos e agimos de maneiras diferentes e isso é um fato que devemos encarar para alinharmos expectativas em qualquer esfera de nossas vidas. mas, quando nos referimos a atividades profissionais, temos um mínimo viável, funções e atribuições que devem ser cumpridas para que o exercício da colocação em questão seja justificado… e é neste ponto que o entendimento de comprometimento tão obrigatório para mim parece ser tão facultativo para outros.
já fui gestora e não gostei desta posição. já tive de contratar e demitir pessoas e essa responsabilidade sobre algo que interfere diretamente na vida de alguém, não é o meu desejo. talvez por ter esta característica, de achar que todos devíamos ter um senso crítico apurado e sermos responsáveis com as nossas próprias atribuições tirando problemas do entorno ao invés de adicioná-los, que me sinto desconfortável quando presencio colegas não fazendo o mesmo.

isso não é uma crítica! é uma observação!
vamos dar aquele costumeiro passinho para trás e pensarmos em toda a estrutura que deixa de funcionar quando não executamos algo simples. e vamos a um exemplo para esta conversa ficar mais palpável:
pense no voluntariado. quando você se voluntaria em alguma função está pensando que faz quando der, afinal não recebe dinheiro em troca OU que a sua atividade tem uma importância para outras pessoas envolvidas no processo e não fazê-la pode acarretar em resultados desastrosos?
ficaria bem feliz em ler o que vocês diriam sobre essa pergunta. então, responde esse e-mail pra mim contanto o que acham sobre a responsabilidade de assumirmos nossos compromissos.
tenho pensado bastante neste assunto e as reflexões feitas por uma amiga bibliotecária tem me ajudado bastante a chegar a um entendimento mais sólido sobre o meu comprometimento, tanto nas questões profissionais quanto na vida como um todo. e como coisa boa a gente compartilha, ela se chama isabelle saez ❤️ e além de biblio está se formando em psicologia. então ela também fala de carreira como eu, mas aliada ao desenvolvimento pessoal com todo o conhecimento que tem sobre o assunto… e um spoiler: ela estará no primeiro encontro que faremos logo mais para falar sobre repertório 🤫
a indicação do perfil da isa tá logo a seguir na ref da semana. então já segue todo mundo (eu, ela e a bibliohub) e fica de olho nos stories que neste mês vamos nos conhecer pessoalmente hein 🙂
🧩 ref da semana
instagram @isabellesaezmoreira
bibliotecária com ampla experiência em gestão de projetos, gestão de centros de documentação e capacitação de profissionais em aulas presenciais e cursos online. atuou como bibliotecária na força aérea brasileira (fab), sendo coordenadora da atividade de Biblioteconomia na fab, onde criou a rede de bibliotecas integradas da aeronáutica, liderou grandes equipes e coordenou projetos de informação e eventos. atuou, ainda, como bibliotecária no governo do estado de são paulo desenvolvendo projetos para treinamento e desenvolvimento de pessoal, organização de eventos e gestão de acervos. atualmente é bibliotecária na casa civil da prefeitura de são paulo e atua com análise e sistematização de informações, assessoria e pesquisa informacional e gestão de banco de dados. cursa psicologia na faculdade das américas com previsão de formação em 2023 e desenvolve pesquisas sobre saúde mental de bibliotecários.
tem muita coisa sendo pensada com cuidado e carinho desse lado da tela… vamos com calma, com qualidade (e saúde mental rs) no nosso ritmo, com o desejo de criar uma comunidade e desenvolver o pensamento empreendedor na pessoa bibliotecária.
até a próxima!

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