olá!
semana passada aconteceram as eleições para todos os conselhos regionais de biblioteconomia e, como estou envolvida nas atividades da próxima chapa (sim crianças, a partir de janeiro serei conselheira) muitos questionamentos sobre o meu fazer bibliotecário passaram em minha mente.
conversei com pessoas próximas sobre o assunto, mas acho essa reflexão importante demais para ficar em um grupo restrito e a trarei aqui também com o intuito de expandir a reflexão… então, fica à vontade para responder este e-mail tá! 😉

tenho pensado bastante sobre a exposição e seus ônus e bônus agregados.
o benefício direto para mim é o networking gerado a partir da interação com pessoas de diferentes círculos profissionais, pois atualmente me dedico exclusivamente a consultoria e essa é uma atividade bem solitária.
como malefício penso automaticamente na vulnerabilidade de estar a mercê da opinião (nem sempre bem-educada) de mais pessoas e ter de lidar com críticas em meio a um turbilhão de sentimentos novos rolando ao mesmo tempo.
neste contexto, algumas palavras me vêm à cabeça: comprometimento, vulnerabilidade e ética. e vamos falar um pouquinho delas!
pra mim o comprometimento está em compreender o motivo pelo qual estou exercendo determinado papel e quais as minhas atribuições, limites e deveres dentro dele. ao fazer isso, acabarei me colocando em um lugar de vulnerabilidade em algum momento e saber nos expor e traçar os limites desta exposição para nós mesmos assim como para os outros é essencial.
por fim, esse combo “comprometimento + vulnerabilidade” funcionará de maneira exemplar quando exercido sob a ótica da ética em qualquer âmbito das nossas vidas, principalmente no profissional, porque nele não temos como fugir de seu impacto.
na prática, se ocuparmos cargos políticos voluntariamente em nossa profissão – sem sermos herdeiros multimilios – e ainda precisarmos trabalhar para pagar as contas, essa atividade estará na berlinda do ponto de vista ético a partir de então.
sejamos autônomos, celetistas ou concursados, não importa! todos os projetos, atividades e demandas com retorno financeiro imediato ou não em que nos envolvermos a partir daí terá de passar por um crivo muito mais exigente para não ultrapassarmos o limite ético, mesmo sem percebermos logo no início.
quando tive esse pensamento, corri para reler o livro “a coragem de ser imperfeito” da brené brown e estou devorando vários conteúdo dela (inclusive este ted talk famosíssimo e maravilhoso), que é uma notória especialista em vulnerabilidade e tenho certeza de que terei novos insights lendo este conteúdo agora que estou passando por isso.

queria muito saber o que vocês acham sobre este tema também! então, podem responder o e-mail pra trocarmos figurinha tá! 😉
🧩 ref da semana
livro: a coragem de ser imperfeito: como aceitar a própria vulnerabilidade, vencer a vergonha e ousar ser quem você é
autora: brené brown
local: rio de janeiro
editora: sextante
ano: 2016
resumo: viver é experimentar incertezas, riscos e se expor emocionalmente. mas isso não precisa ser ruim. como mostra brené brown, a vulnerabilidade não é uma medida de fraqueza, mas a melhor definição de coragem. quando fugimos de emoções como medo, mágoa e decepção, também nos fechamos para o amor, a aceitação e a criatividade. por isso, as pessoas que se defendem a todo custo do erro e do fracasso acabam se frustrando e se distanciando das experiências marcantes que dão significado à vida. por outro lado, as que se expõem e se abrem para coisas novas são mais autênticas e realizadas, ainda que se tornem alvo de críticas e de inveja. é preciso lidar com os dois lados da moeda para se ter uma vida plena. em sua pesquisa pioneira sobre vulnerabilidade, brené brown concluiu que fazemos uso de um verdadeiro arsenal contra a vergonha de nos expor e a sensação de não sermos bons o bastante, e que existem estratégias eficazes para serem usadas nesse “desarmamento”. neste livro, ela apresenta suas descobertas e estratégias bem-sucedidas, toca em feridas delicadas e provoca grandes insights, desafiando-nos a mudar a maneira como vivemos e nos relacionamos.
tem muita coisa sendo pensada com cuidado e carinho desse lado da tela… vamos com calma, com qualidade (e saúde mental rs) no nosso ritmo, com o desejo de criar uma comunidade e desenvolver o pensamento empreendedor na pessoa bibliotecária.
até a próxima!

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